SAUL, SAMUEL, A MÉDIUM E A PARÁBOLA DO RICO E DO LÁZARO

 

O tema da Necromancia é uma constante em debates teológicos, mesas de bar, prosas de esquina, muros entrevizinhos, roteiros de filmes, novelas e séries.

Muitos livros foram escritos sobre o tema. Alguns livros tratando o tema de maneira religiosa, tratando a necromancia como virtude da sua teologia e outros como abominação da sua teologia. E outros livros, lidando com o tema de maneira apenas analítica, através de estudos científicos, experiências e anotações de testemunhos de gente que teve algum contato com algum fenômeno.

Noventa por cento das pessoas que investem atenção neste tema, assumem que o mundo espiritual é uma realidade. Seja por crença, seja por conhecimentos avançados em física quântica, a afirmação que se faz é: está aí.

E então a crença humana e a física quântica fazem um acordo para permitirem que Deus exista. E junto com Deus, pode-se também acreditar em espíritos leais e ajudadores de Deus que são os anjos. E espíritos traiçoeiros e revoltados, que são os demônios.

Até aí, há um consenso geral. Porém, quando se fala em espíritos de mortos, o desacordo suscita antagonismos graves.

E não é tão dificil entender porque este ponto é tão sensível.

Deus pode ser Deus sobre todos e viver sua divina invisibilidade e seus caminhos secretos. Anjos podem correr pelos caminhos das coincidências de bem e das surpresas de salvação misteriosa, sobre todos. Demônios podem ser temidos assim como o futuro é temido por todos, a morte é temida, um temporal, uma epidemia e uma onda de violência são coisas temidas, por todos.

Enfim, são símbolos que estão pra aquém de algo que tenha a ver diretamente conosco. Com a nossa realidade, com a nossa consciência, com a nossa familiaridade, com a nossa carne, com aquilo que nós somos.

Deus, anjos e demônios portanto, são pontos de bom e comum acordo entre os homens.

Todavia, quando o assunto diz respeito a um homem da nossa família ou círculo de amigos que se manifesta, faz e fala após a "passagem"... o consenso fica extremamente prejudicado.

Porquê?

Ora, a equação se resolve mais ou menos assim:

Os que acreditam num Deus que se pode fechar numa caixinha de crenças humanas definidas e lacradas, jamais aceitariam a possibilidade de um outro homem ou mulher poder vir, "do outro lado" contando segredos que o "Deus trancado na caixinha" não lhes revelou.

Por outro lado, os que acreditam num Deus que é elasticamente conformado com a capacidade de suas mentes vaidosas jamais poderiam deixar de desmentir qualquer "abismo" ou qualquer "parede" que impeça esta expansão vaidosamente elástica de suas fantasias, projeções de alma e gênesis de mundos e mundos espieituais criados por suas mentes insaciáveis e embriagadas.

Então estes são os dois grupos básicos. Os dois grupos crêem em Deus. Com a diferença de que um grupo o tranca na caixa, e o outro grupo faz dele uma roupa elástica que se amolda conforme a obesidade espiritual que é fruto de suas ingerências sem fim.

E o chão de combate escolhido para a peleja é a Bíblia.

E há uma razão para que escolham a Bíblia: Porque a Bíblia contém muita "munição". Afinal, como ela é testemunho do Deus que não habita em casinhas feitas pelas mãos de homem e o Deus que não se deixa manipular pelas fôrmas e moldes oferecidos pelos homens, ela acaba descendo o cacete em todas as torcidas, grupos, raças e classes de homens.

Por isto, é o lugar perfeito para dois times antagônicos se bombardearem até a morte. Ou, mesmo que não gere morte, mas ao menos a grave e constante provocação entre os dois grupos é garantida.

É na Bíblia que os que acreditam na consulta aos conselhos e sabedorias dos mortos acham base para sua tese de "mistérios, inteligência superior e consolação morfínica e justificação morfológica.

E também é na Bíblia que os que não suportam a idéia de um ser humano igual a eles poder vir e contar segredos, encontram suas barreiras e proibições vantajosamente providenciais.

Em exemplo de "municionamentos bíblicos" sendo usados como armas entre antagônicos é este:

Saul, a Médium de En-Dor e Samuel - versus - A parábola do Rico e do Lázaro.

A experiência do Rei Saul foi esta:

"Já Samuel era morto, e todo o Israel o tinha chorado e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos.
4 Ajuntaram-se os filisteus e vieram acampar-se em Suném; ajuntou Saul a todo o Israel, e se acamparam em Gilboa.
5 Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração.
6 Consultou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas.
7 Então, disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma mulher que seja médium, para que me encontre com ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Há uma mulher em En-Dor que é médium.
8 Saul disfarçou-se, vestiu outras roupas e se foi, e com ele, dois homens, e, de noite, chegaram à mulher; e lhe disse: Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser.
9 Respondeu-lhe a mulher: Bem sabes o que fez Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos; por que, pois, me armas cilada à minha vida, para me matares?
10 Então, Saul lhe jurou pelo SENHOR, dizendo: Tão certo como vive o SENHOR, nenhum castigo te sobrevirá por isso.
11 Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.
12 Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.
13 Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra.
14 Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.
15 ¶ Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então, disse Saul: Mui angustiado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se desviou de mim e já não me responde, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei para que me reveles o que devo fazer.
16 Então, disse Samuel: Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o SENHOR te desamparou e se fez teu inimigo?
17 Porque o SENHOR fez para contigo como, por meu intermédio, ele te dissera; tirou o reino da tua mão e o deu ao teu companheiro Davi.
18 Como tu não deste ouvidos à voz do SENHOR e não executaste o que ele, no furor da sua ira, ordenou contra Amaleque, por isso, o SENHOR te fez, hoje, isto.
19 O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o SENHOR entregará nas mãos dos filisteus".

 

A parábola de Jesus sobre O Rico e Lázaro é esta:

"Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente.
20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;
21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras.
22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.
24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.
25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.
26 E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.
27 Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna,
28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento.
29 Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.
30 Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão.
31 Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos".

O fato é que a parábola do rico e do lázaro não tem nenhuma intenção em tratar o tema do inferno ou da necromancia.

Repare a sequência e a temática (detesto usar estas expressões pra se referir às falas de Jesus, mas...) de Jesus no contexto anterior à parábola do rico e do lázaro. Isto está no evangelho de Lucas. Do capítulo 15 até o comecinho do 17.

O contexto imediato anterior fala a respeito de riquezas. Por isto Jesus compõe uma parábola cujo personagem principal é um "homem rico".

E o contexto anterior "geral" fala sobre o que tem valor diante de Deus. Jesus fala sobre a organização dos valores espirituais. Tema este que tem a parábola do filho pródigo como algo de grande destaque. O valor maior é a conversão - metanóia - do filho perdido e a sua volta ao lar! O irmão mais velho se revolta porque o Pai faz tanta festa pra receber o filho esbanjador de herança! E o Pai mostra que toda aquela festa era coerente, porque o filho morto reviveu, o que estava perdido foi achado!

Outro grande destaque da fala anterior de Jesus é o ponto onde ela fala sobre o amor do Pai que deixa noventa e nove ovelhas no aprisco e sai em busca da ovelha que se extraviou...

Repare como Jesus fala sobre "valores do Reino"! rs!

Um pouquinho antes de contar a parábola do rico e do lázaro, do que Jesus fala?

Ora, ele fala sobre o administrador infiel de valores...rs! Aquele cara que soube que o patrão descobriu o quão desonesto ele era. Pois este administrador cobrava uma porcentagem a mais em cada "boleto bancário" emitido. E antes que o patrão viesse despedi-lo, ele resolve tirar a "porcentagem a mais" dos seus clientes. E ele faz isto pra que no futuro eles possam ajudá-lo na sua miséria. Mas o administrador infiel não conta a eles que o "desconto" foi apenas o valor líquido - sem a corrupta porcentagem a mais. Então, os clientes ficam maravilhados com o desconto gracioso feito pelo administrador. E Jesus, nesta parábola diz que o patrão desse administrador chega e fica sabendo do que este fez. E elogia o adminitrador infiel! rs! Loucura!

"E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.
9 E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos.
10 Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito.
11 Se, pois, não vos tornastes fiéis na aplicação das riquezas de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira riqueza?"

E imediatamente antes de falar sobre o rico e o lázaro, Jesus fala sobre gente que usa a lei do divórcio pra tratar mal a mulheres e repudiá-las sem motivo! E Jesus chega a demonstrar até um aparente "rigor", dizendo que qualquer um que repudia sua mulher sem motivo, é adúltero e não herda o Reino! rs!

Veja que a temática é uma só: A organização dos verdadeiros valores da vida! A manifestação clara, através de parábolas e comentários simples, sobre aquilo que verdadeiramente tem valor diante de Deus!

Filho perdido... ovelha extraviada... administrador infiel que faz amigos com as riquezas injustas.... o amor que é maior que o direito de divórcio...

E várias outras parábolas sobre dracmas perdidas, ou sobre convidados que apresentam desculpas pra não aceitar o convite da festa do Reino...

 

E a parábola do rico e do lázaro faz parte dessa temática de Jesus.

Mas o discurso não pára nela. Depois que conta esta parábola, Jesus ainda falará sobre "ser melhor" se lançar ao mar com uma pedra de moinho amarrada no pescoço do que escandalizar e fazer tropeçar os pequeninos. "É melhor" cortar a mão ou o olho, se este te faz pecar...

Tudo isto chamando para a consideração do Amor e da conversão. E não só isto. Chamando para o Amor que se revela na manifestação do Reino de Deus, nEle! E para a conversão que é fruto do entendimento da Palavra dEle!

Portanto a parábola do rico e lázaro é uma parábola que trata de um ser encurralado no "beco do auto-olhar" patrocinado por Deus.

Mas este ser não é capaz de se olhar, de se enxergar!

Nem no isolamento ácido do inferno este ser consegue se enxergar e reconhecer os "eternos valores".

É por isto que ele se encontra isolado em chamas, do lado de lá de um grande abismo que separava-o do "Pequenino" lázaro.

Mas nem nessa situação de humilhação e tormento, ele se desarma de sua altivez e arrogância. Pois pede a Abraão que "mande lázaro ir refrescá-lo", como se lázaro ainda fosse alguém que devesse servi-lo! Putz!

E quando ele pede pra retornar a terra, Jesus apenas dá uma desculpa (nem um pouco esfarrapada) que apenas fecha a porta do isolamento sobre o "HOMEM RICO".

Jesus - o autor da história - diz: Não vai voltar! Não adianta!

Não adianta porquê? Ora, porque o cara até no inferno é imutável e apegado as suas riquezas arrogantes e seus valores internos pecaminosos e horríveis!

Agora reparem uma coisa:

A questão de Saul, seu Reino, a aparição de Samuel, e os "espíritos atormentadores enviados da parte de Deus"... têm alguma coisa a ver com esta questão dos "valores do Reino".

Tem a ver com coisas que pra Deus tem valor eterno, e que pra nós são muitas vezes imperceptíveis ou invisíveis, por mais que sejamos imprensados contra a parede, encurralados pela Graça, e afogados num mar de manifestação de glória de Deus.

A gente sempre quer fugir de alguma forma.

Se por um lado o antigo testamento proíbe a consulta aos mortos, fechando esta passagem... de outro lado Jesus em sua parábola também não permite a passagem de lá pra cá...

E que boa é a Graça de Jesus. Pois se antes a consulta aos mortos era tão somente proibida e ponto final, em Cristo a gente fica sabendo que o rico não pode voltar a ter contato com seus familiares e amigos por uma razão: Não adianta!

O que Jesus está dizendo é que a vida está cheia de testemunhas e pro-vocações de arrependimento e metanóia! Não adiantaria vir alguém morto dar revelações sobre o mundo secreto! Pois a metanóia não está no além nem no aquém, não está nas alturas e nem nos abismos. A conversão está entre a boca e o coração, e enquanto os homens não se assumirem e se enxergarem "Aqui-Hoje", eles se distrairão em perdições sem fim.

Se por um lado o homem rico da parábola não se enxergava, por outro lado, Saul também não! E mesmo vindo Samuel de dentre os mortos, o cara não girou um grauzinho de arrependimento!

- Não adianta! - disse Jesus.

Isto explica o porquê há festa nos céus quando um pecador se arrepende!

Saul era um cara que convivia com espíritos atormentadores enviados da parte de Deus, com certeza com um propósito bom, a fim de gerar nele um clamor por paz, e uma conversão.

Não só Saul precisava de conversão. Israel tinha pedido pra si um rei, supostamente por invejar as outras culturas e nações. Pelo menos este foi o argumento deles ao pedir um rei a Samuel que era o líder espiritual deles.

Mas eles fizeram isto porque não queriam que o Senhor reinasse no coração deles - revelou o Senhor a Samuel.

"Então, os anciãos todos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá,
5 e lhe disseram: Vê, já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós, para que nos governe, como o têm todas as nações.
6 Porém esta palavra não agradou a Samuel, quando disseram: Dá-nos um rei, para que nos governe. Então, Samuel orou ao SENHOR.
7 Disse o SENHOR a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a mim, para eu não reinar sobre ele.
8 Segundo todas as obras que fez desde o dia em que o tirei do Egito até hoje, pois a mim me deixou, e a outros deuses serviu, assim também o faz a ti".

Quando o povo ou o homem rejeita a conversão, arruma fugas até no inferno!

Israel quis e pediu um rei, pra fugir do Reino de Deus em seus corações.

Saul já não ouvia a voz de Deus nem por Urim e Tumim! E pediu o "levante" de Samuel, pra fugir do Reino de Deus em seu coração.

O homem rico pediu que Lázaro trouxesse água e queria voltar à terra...

 

O fato é que o episódio de Saul, a médium de En-Dor e Samuel, nos fala de um ser humano em estado de rebeldia para com Deus, com o coração tomado de inveja por seu opositor meigo e novinho escolhido por Deus pra ser "Rei segundo o seu coração". Um Saul que já era alvo de "verdugos" e "espíritos opressores infernais". Que vê Samuel se erguer dentre os mortos e lhe lançar na cara toda a sua impiedade e rebeldia, mas que mesmo assim foge de discernir o chamado ao arrependimento e conversão.

E o fato é que a parábola do homem rico fala de um homem que nem no inferno se desarma de sua arrogância e se humilha e se situa. E como fuga desesperada quer solicitar que Lázaro lhe traga água ou solicitar que possa ir à terra para prevenir seus parentes e amigos daquela situação horrenda (cruel e surpreendentemente injusta). Jesus diz que não adianta e corta-lhe as asinhas. E o homem rico segue impermeável, inacordável, in-novonascimentível!

São os dois grupos que eu citei no início que insistem em ver nesses dois episódios uma chance de refletir e debater sobre necromancia, vida após morte, inferno, e coisas como estas que não nos conduzem a herdar o Reino.

Ou eu estou louco? rs!

Creio que não. Pois Aquele que ressuscitou dentre os mortos e comeu pão e peixe durante 40 dias com os discípulos é aquele que me inspira a ter este olhar.

Jesus venceu a morte. O único que venceu e voltou, anunciando um Deus que se faz sementinha de mostarda e ao mesmo tempo nem todo universo é capaz de contê-lo. E todo seu caminho e manifestação é pura Graça e puro Amor.

Esse Deus chama aos homens de toda parte para se arrependerem.

"Então, tomando-o consigo, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos saber que nova doutrina é essa que ensinas?
20 Posto que nos trazes aos ouvidos coisas estranhas, queremos saber o que vem a ser isso.
21 Pois todos os de Atenas e os estrangeiros residentes de outra coisa não cuidavam senão dizer ou ouvir as últimas novidades.
22 Então, Paulo, levantando-se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos vejo acentuadamente religiosos;
23 porque, passando e observando os objetos de vosso culto, encontrei também um altar no qual está inscrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Pois esse que adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio.
24 O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas.
25 Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais;
26 de um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e os limites da sua habitação;
27 para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar, bem que não está longe de cada um de nós;
28 pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração.
29 Sendo, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem.
30 Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam;
31 porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos.
32 Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião.
33 A essa altura, Paulo se retirou do meio deles.
34 Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais".

E é atrás dele que eu vou. Ele é a luz. O Pastor. A porta.

É na Palavra dele que eu confio. Mesmo que essa palavra me desmonte, me desconfigure e me desminta todinho.

Não construo casinhas pra Ele.

E não quero viajar pra além do que foi revelado em Cristo e do chamado que nEle se manifesta.

Sabendo que o chamado de Deus em Cristo permeia tudo aquilo que chamamos de "Escritura".

Assim como permeia toda história humana escrita e não escrita.

Pois este é o chamado da Vida. A Palavra da Vida.

E esta Palavra se encarnou em Jesus. Pra ficar bem delineada e clara. Assim como pra extrapolar tudo aquilo que presunçosamente possamos projetar como sendo o caminho de Deus.

Portanto, abra-se pra esse Novo e Vivo Caminho.

Venha! O tempo é Hoje! Agora!

 

Em Cristo, que se manifestou e se afirmou como sendo o Caminho, A Verdade e a Vida,

 

Marcello