ADORAÇÃO EXTRAVAGANTE. O QUE EU PENSO?

 

Antes de começar a pontuar minhas considerações acerca desse tema, quero já dizer algumas coisas bem sinceras. 

A primeira reação que me sobe ao coração quando alguém vem conversar comigo sobre esse assunto, ou quando me perguntam o que eu acho, ou quando me relatam experiências de pessoas envolvidas nesse projeto, é uma doce impaciência e uma serena irritação. 

Sim. Pela seguinte razão: Não fosse o "boom!" de conversações, apologias, críticas, propagandas, palestras, congressos, entrevistas em rádio e etc, eu nunca me fixaria nesse assunto e não me interessaria de forma alguma em explorá-lo e gastar tempo com ele. 

A minha irritação vem por direta ou indiretamente haver um assédio constante. 

A vez agora é do G12 e da Adoração Extravagante. 

Mas, no passado houve a Batalha Espiritual, a igreja em células, As Comunidades Evangélicas, o dente de ouro, o cair no Espírito, e muitas outras coisas que eu já pude assistir desde que eu nasci. 

Então vamos falar sobre a questão do momento. O que acho da Adoração extravagante?

 

1- Eu não amo adorar. Eu adoro a Deus. Só. O que passar disso, será como metodologizar o "beijo" ou a relação sexual. 

2 - O fato de usar a expressão "Adoração Extravagante" não é condenável, ao meu ver, em hipótese alguma. O condenável é ficar repetindo sem parar, quase como um "mantra marketeiro", que fará pessoas "subirem mais alto". 

3 - Eu gosto de Dançar, pular, cantar e festejar. Guarde bem isso e não se esqueça. 

4 - Toda pessoa que se dá o direito de ser "livre sem fronteiras", corre o risco de ser "extravagante". Isso em si é mau? Não. Só é mau se a minha liberdade afrontar,  constranger ou tentar meu próximo. É por essa razão que nós não andamos nus pela cidade, nem fazemos sexo em praça pública. Isso não é algo que deva ser "show". Em nosso mundo, a intimidade aumenta em valor, quanto mais oculta ela estiver. 

5 - A Bíblia recomenda que tudo seja feito no tempo certo, conforme a configuração íntima, verdadeira e momentânea da vida, no coração. Alguém está alegre? Cante louvores. Alguém está sofrendo? Faça oração. Alguém está doente? Chamem os homens que cuidam de homens e eles tocarão no enfermo, orarão sobre ele e o ungirão. Então, a oração da fé salvará o enfermo, e se tiver cometido pecados e estiver se sentindo culpado, ele será lavado por paz e perdão. Há uma tendência de simplificar e distorcer essas coisas. Já imaginou alguém dizer: Está triste? Dance! Está enfermo? Pule no Espírito e Deus te restaurará! Está ansioso? Corra na presença de Deus? Mas parece que para alguns "ministros", a vida é só alegria. Não há sofrimento e enfermidade. O engraçado é que Tiago coloca esses três tempos de vida no mesmo nível: Alegria, sofrimento e enfermidade. Quando você está alegre, está apenas alegre. Quando você está sofrendo, está apenas sofrendo. Quando você está enfermo, está apenas enfermo. Mas o "estar" que faz diferença é o "'estar em Cristo", mas isso vai por outros caminhos muito mais altos. Ou baixos? Ou interiores? Ou exteriores? Sinceramente não sei. Só sei que se eu faço minha cama no abismo, ou se subo às alturas, Ele está lá, como meu Pastor, e NADA me falta. Esse conhecimento é maravilhoso demais para mim. Não consigo fugir desse Espírito. Ele me conquistou totalmente. 

6 - Do coração daquele que conhece a Jesus em verdade, nascem fontes que jorram do seu interior para a vida eterna. Dançar é ótimo. Pular é muito bom! Mas há que se preservar a ordem certa das coisas. O conhecimento de Deus e a revelação da sua Graça e seu Reino acontecem primeiro. Ninguém adora pra conhecer a Deus, mover a mão de Deus, tocar o coração de Deus ou emocioná-lo. Não há oferenda que agrade a Deus, ou incline-o a ser benevolente com alguém. Quem pensa assim são os profetas de Baal, que se cortam, pulam, correm, fazem a dança da chuva...E mais: tem um tipo de dança que ocorre em um caminho sobremodo excelente, e acontece no meio desse caminho, por vezes, muito distante de um templo ou de uma multidão.

OBS.: Pode-se dançar, pular e cantar intensamente sem ser eclesiásticamente. Fazer isso numa festa de quinze anos, em um casamento ou até em uma danceteria sadia é maravilhoso! Porque não? Jesus multiplicou o vinho numa festa secular e não reclamou atenção alguma para si. O problema é servir a Deus conforme os vendilhões do templo serviam. Isso é digno de ira e repreensão grave! 

7 - Nós somos chamados a riquezas eternas. Eu desafio a todos aqueles que hoje vêem na Adoração Extravagante uma coisa que é substancial e um projeto de Deus para os últimos dias, a viver esse projeto até o final de seus dias. Mas aí alguém pode dizer: "Irmão, nós somos humanos, e Deus nos traz suprimento conforme a gente vai vivendo. Quando esta revelação se esgotar, Ele nos trará algo novo". E eu respondo com uma palavra absurdamente extravagante de Jesus:

 

 "Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede: dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
11 Respondeu-lhe ela: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
12 És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado?
13 Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede;
14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.
15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la".

 

 

Vinde a mim todos vós que tendes sede. Comprai sem preço e dinheiro. Sim, todos vós que estais cansados e sobrecarregados... 

Vinde às águas! 

Depois desse trecho, fiquei meditando em algumas coisas... 

Me flagrei questionando: 

"Do que eu estava falando mesmo no início desse texto?"

 

 

Jesus é o Autor e Consumador de melhores e superiores promessas. 

 

Em Cristo, que extravagantemente nos propôs que não bebêssemos mais água, 

 

 

Marcello